quinta-feira, 28 de agosto de 2008

A arte de não saber o que escrever...

Depois de um longo período sem postar nada, e sem nenhuma desculpa plausível a não ser a própria preguiça, volto a escrever sobre alguma coisa que eu nem sei direito o que é e que estou apenas chamando de “a arte de não saber o que escrever”. Utilizar as letras, palavras, pontuações, a conjugação gramatical correta, pensar na estrutura e diagramação do texto, tudo isso, apenas para escrever sobre o nada, o simples devaneio. Mas, mais inútil do que escrever sem saber o quê, é o fato de sentir a necessidade de dar motivos, dar explicações ao fato de ter parado de escrever e de estar retomando, neste momento, o exercício de publicar os meus pensamentos.

Parei porque a preguiça (motivo já citado acima) é inerente a minha personalidade. Diferente da disciplina, que para mim é como aquele grilo falante nos forçando a continuar a fazer a mesma coisa independente da situação, a preguiça é o impulso de criatividade em prol da lei do mínimo esforço. E aqui não nos referimos ao “Ócio Criativo” de Domenico de Masi, está mais para a filosofia de “Timoneiro” do Paulinho da Viola.

“Não sou eu quem me navega, quem me navega é o mar”

Posso dizer que, desde o meu último post em fevereiro tentei dar uma guinada, tomar as rédeas, garantir o meu futuro... Mas eis que a vida vem e muda todo o planejamento, ela vem só para mostrar que não temos o controle total sobre as coisas e, contraditoriamente voltamos aos nossos interesses iniciais.

Por exemplo, muitas coisas aconteceram sem serem planejadas: Fiz uma viagem para Buenos Aires assim de repente em uma semana decidi e fui, também inusitadamente comecei a trabalhar com marketing cultural, mudei minha pesquisa do mestrado (na verdade mudaram para mim) e até mudei o corte de cabelo (sim mulheres! Admito que isso causa efeito). E no final das contas, voltei renovado aos mesmos interesses! Voltei às artes, à educação, aos meus cachimbos, ao whisky, a escrever novamente neste blog... E a preguiça? Continua a mesma!

“A rede do meu destino

Parece a de um pescador

Quando retorna vazia

Vem carregada de dor

Vivo num redemoinho

Deus bem sabe o que ele faz

A onda que me carrega

Ela mesma é quem me traz”

(Timoneiro - Pulinho da Viola)



PS- Claro que estou escutando o Paulinho e fumando cachimbo!

4 comentários:

AZEITE DE LEOS disse...

Bom......eu tbm me sinto assim......
A preguiça é um parasita!....hehehehehe
é o ócio contemporaneo!
bjum

Unknown disse...

O ócio é o paraiso das idéias revolucionárias hahahahahahahaha
Como dizia minha avó: "Mente vazia oficina do demônio"
Quanto as suas mudanças, creio que vc deveria descolorir os cabelos e criar uma banda de pagode com sax HAHAHAHAHAHA
Ai, adorei este blog... vou visita-lo sempre
Beijos
Gi

Unknown disse...

acha mesmo que nao usar a pontuacao estabelecida pela gramatica normativa eh nao saber escrever????
Come on!=)
Kisses from miles away and a mile high!=)
Lu

Viviane Pepice disse...

Olá, Carlão
Muito bom o seu blog.
Eu estava tão desatualizada nas mudanças recentes de sua vida que, por exemplo, nem sabia que você tinha um blog. E nem que tinha mudado o corte de cabelo. Rsrs...
Ah, não vamos mais para Sampa em setembro. Já compramos as passagens e iremos no dia 03 de outubro. Será o final de semana das eleições, se não me engano. Logo, você terá o dever cívico de estar na cidade e nos encontrar.
Saudades!
Vivi