sábado, 26 de janeiro de 2008

Maria Antonieta Pop, regado a whisky e cachimbo




Acabei de ver o dvd do filme “Maria Antonieta” da Sofia Coppola, (a filmagem é de 2006 e eu ainda não havia assistido). Maravilhosos os figurinos, cenários, locações e a fotografia. A trilha sonora de pop/rock que todo mundo comentava não me agradou, as músicas de fato são muito boas, mas acho que não caíram muito bem na tentativa de pontuar o deslocamento e o sentimento de solidão da personagem principal ao entrar no mundo da corte francesa. E para mim, o ponto alto do filme é justamente “esse deslocamento e essa solidão” que são trabalhados de forma muito delicada e elegante pela diretora. Acredito serem estas as questões que movem toda a sua obra, desde “As Virgens Suicidas” e no maravilhoso “Encontros e Desencontros”.

Outra coisa que eu acho bem legal é a presença da influência Pop, com P maiúsculo da Pop Art. A atmosfera da fotografia e o universo adolescente do primeiro filme (Virgens Suicidas), a ambientação da Tókio e o universo das celebridades decadentes e agora o auge no uso das cores, na edição “videoclipesca”, na fuga da Maria Antonieta para o consumo de roupas, doces, champagne e as festas.

Pena que no final tudo se perde e o compromisso com a dita “história”, faz com que o desfecho seja previsível e insosso.

PS- Assisti o filme acompanhado de um ótimo whisky Glenkinch e cachimbando um tabaco chamado Cellini, o que (por contraste) fez com que eu achasse o final mais sem graça ainda.

2 comentários:

Ygor Valerio disse...

Fala Cara!!!

Carlão H. Habe disse...

Tô falando...
Ou melhor, escrevendo. Daí dá tempo de corrigir se eu errar.rsrsrs.