sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Tenho 28 anos e ainda moro com meus pais

Tenho 28 anos e ainda moro com meus pais. Nem sempre foi assim, houve uma época em que eu morava com minha namorada, mas a grana quem mandava era o meu pai. Depois veio a separação e a volta do filho pródigo ao lar. No momento meu quarto é meu reino.
Meu dia começa tarde independentemente da hora que acordo. Passo o dia tentando fazer alguma coisa produtiva, mas acabo sempre, ou indo para o ateliê jogar conversa fora e começar mais um desenho sem terminar, ou andando por aí em alguma exposição, livraria, cinema... Chego sei lá que horas em casa, pode ser nove, dez, onze da noite, ou até duas, três, quatro horas da madrugada. Nunca durmo direto. Fico pensando sobre o que aconteceu no meu dia e no que pode acontecer no dia seguinte. Sou noiado. Se resolvo ceder a santíssima trindade: Tomar uísque, fumar cachimbo e escutar Vinícius e Toquinho, aí é que eu me inspiro e começo a escrever e a refletir sobre as noias da vida.
Dentre essas noias as minhas preferidas são as mulheres, a gastronomia, o jazz e as artes visuais. Isso quer dizer que no momento estou sem ninguém e tentando fazer regime, toco sax (não tanto e nem tão bem quanto gostaria) e sou um pintor frustrado.
Tirando as frustrações posso dizer que estou fazendo mestrado em crítica de arte, tenho um horário bem flexível de trabalho, conheço muita gente interessante, nunca falta dinheiro para uma cervejinha e faço parte do ateliê Prensa com mais cinco outros artistas/amigos, porque de artistas malas o mundo já esta cheio.

O que eu quero dizer com isso...
Que de tanto ficar noiado com as coisas, eu resolvi fazer um blog que falasse da noia de ser artista, somado as mulheres, gastronomia, jazz e tudo o mais que possa influenciar a minha vida e a minha produção artística. Bom, é isso aí.
A vida é assim...


O texto de hoje foi acompanhado de um tabaco chamado Haddo´s Delight no cachimbo e do CD Dez Cordas do Ivan Vilela no som.

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