quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Nova Prensa no Ateliê Prensa


Nova mascote.
Santa Clara a mais nova prensinha do ateliê Prensa.


Primeira boa impressão feita na Santa Clara

Gravura (xilo) do Alé Teles

domingo, 16 de setembro de 2007

Conversas sobre arte – Eu, Micão e Dani


A partir de um “muito bom aquele texto sobre o Van Gogh do Ferreira Gullar” dito pela Dani, começamos uma ótima conversa sobre arte. Indo do aspecto formal (leitura formal) até as questões da produção de cada um dos integrantes do ateliê Prensa.

Obrigado Micão e Dani.

Depois de algumas tentativas frustradas de arranjar companhia para jantar e da carona da Dani até o metrô Clínicas, resolvi que o melhor mesmo era ir para casa a pé. Uma hora de caminhada e refletindo sobre a arte e a minha própria produção artística.

Faz duas semanas que por influência da Dani (que é capricorniana, signo que sempre me estimula a realizar meus projetos), comecei a estudar mais a arte. Comecei a ler mais, a fazer exercícios de cópia para voltar “a pegar a mão”, a carregar minha máquina fotográfica para todo lado a fim de treinar o olho e a ir mais a exposições.

A respeito das minhas fotos, a Dani comentou sobre a constante presença da sombra, do desenho, da questão gráfica e do reflexo. Já o Micão falou dos meus desenhos de nanquim sobre papel, da questão da seriação, do espaço e das figuras humanas ligadas pela linha.

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Voltar a estudar é terrível! Mas continuar a beber...

Voltar a estudar é terrível! Já estou na terceira aula do mestrado, mas ainda não me acostumei. Palavras como dialética, epistemologia e marxismo soavam como um mantra induzindo ao sono, muito sono. Mas tudo bem. Não sei se a aula teria sido mais bem aproveitada caso eu estivesse mais atento.

No final da tarde fui para o ateliê de carona com o inseparável Azeite. Falamos um monte de besteiras, bêbados de sono. Olha como a vida é. Se não estou bêbado de cerveja ou de ressaca, estou bêbado de sono...

Chegando no ateliê com a esperança de “produzir” algo, eis que encontro a Ciça, (recém chegada da Espanha, gente finíssima e com muitas histórias pra contar), o Dé Komatsu, o Leandro e mais o pessoal do Prensa, o Alé, a Dani, o Micão e a Denise. Sem faltar a presença inestimável do sétimo elemento do Prensa, a cerveja.

Sessão de fotos.


Ateliê Prensa reunido

Na verdade até que fiz um estudo de desenho com nanquim. Mas, diante da situação, o foco era outro.

Fizemos umas fotos, que em seguida se tornará uma xilo. Quer dizer, fizemos “um monte” de fotos com a desculpa de virar “uma” xilo para o site.

Terminada a sessão de fotos, para fechar o dia BEM, fomos a um restaurante japonês, onde encontramos com a , a Dri, o Marcelo, o Maiq e o Denis. Saldo da noite: Três garrafas de saquê, algumas cervejas, rodízio de comida japonesa pra todo mundo, muitas risadas e o Tchê desempenhando o papel do bom garçom.


Alé, Komatsu, Dri, Marcelo, Dani (única olhando para o fotógrafo), Maiq, Azeite, Ciça e Ná.




Maiq, Azeite e o Tchê garçom-gente-fina


SALDO FINAL TOTAL do dia inteiro: Muito sono, muitas risadas, muitas fotos, muita comida, muita bebida, um cigarro de palha e apenas um desenho. Pois é, voltar a estudar é terrível.

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Os homens são bobos e as mulheres são chatas

Hoje o dia foi meio improdutivo. Na verdade estava ansioso para produzir algum trabalho, mas no final das contas a única coisa que eu fiz na linha artística foi continuar com meus exercícios de desenho de cópia e pregar três trabalhos na parede do ateliê.
De tarde, mais botei o papo em dia com o Azeite (afinal de contas passei um dia sem o encontrar) e acabamos indo a um sebo comprar o livro
"Tudo o que é Sólido se Desmancha no Ar" que ele precisava para o mestrado, mas no meu caso serviu apenas para não comprar um catálogo da XXIV Bienal e um livro sobre o Fernando Luchesi porque os achei caro demais e dar uma olhada na Playboy da cantora Marina. Na volta cochilei no sofá e lá pelas cinco horas, na verdade talvez sete não me lembro direito, fui na padoca tomar cerveja e comer um misto-quente com a Dani e (inédito) com a Denise.
Rolaram conversas sobre trabalho,
projetos do ateliê Prensa, casamento, sexo e relacionamentos. Nessa hora escutei comentários do tipo "não gosto de homem banana" e "as mulheres são mais maduras". Pensei: "Não é bem assim..."
Foi então que me lembrei do que minha amiga Kimi disse "os homens são bobos e as mulheres são chatas". Neste caso, o melhor seria concluir que a mulheres definitivamente são mais inteligentes que os homens e ponto final. Afinal de contas eu era a minoria.

O fato é que no fim do dia eu estou aqui, escrevendo este texto no meu blog as três da madrugada e sem ter feito nada de muito útil. Pode ser até que amanhã eu também não faça muita coisa, mas pelo menos eu tenho uma desculpa. Será o aniversário da Kimi, uma mulher e artista definitivamente mais inteligente do que muitos homens. Parabéns!

Eu, a Kimi e mais um monte de trabalhos legais dela

Parabéns Ná!!! 9/9


Como disse na postagem anterior, fui ao aniversário da Ná.
Esta é ela dançando um samba com o maridão-homem-palito em destaque. Preste atenção nas garrafas de cachaça que fizeram a minha noite e a minha cabeça até o dia seguinte.
Mais uma vez: Parabéns Ná!

sábado, 8 de setembro de 2007

Manoel Veiga, Casa da Xiclet, algumas cervejas e o Ivan Vilela

Ontem pela manhã (dez da madrugada, depois de ter dormido apenas quatro horas) fui ao ateliê do artista Manoel Veiga, pintor, fotógrafo, desenhista, muito gente boa e que prepara um ótimo café. Estávamos eu, a Dani, o Alé, o Azeite e uma amiga do Manoel que eu esqueci o nome. Lá tudo era fantástico, principalmente o acervo de trabalhos espalhados pelas paredes (Gil Vicente, Marcelo Silveira, Paulo Whitaker e um monte gente legal). Nessa hora só pensava em como a arte é maravilhosa e eu ainda sou um amador.

Sem falar nas telas do Manoel, impressionantes! Na verdade todos os trabalhos, que ele, quando não nos mostrava ao vivo e a cores, possuía todos fotografados em arquivos no seu computador. Melhor dizendo... O CARA É IMPRESSIONANTE! Meticuloso, boa-praça e apaixonado pela arte. Falta gente como ele no mundo das artes...

Depois, agora sem o Azeite que iria se encontrar com a sobrinha, fomos à Casa da Xiclet ver o que estava rolando por lá. Apesar de o sono comprometer meu julgamento, recomendo os trabalhos da minha amiga querida Fernanda Figueiredo e Eduardo Mattos, assim como os do apenas chamado Carlos.

Trabalho da Fê e do Eduardo refletido no espelho, mais um pedaço do trampo do Cassiano, pra não ter problema de direito de imagem...


Como não haveria de faltar em um dia de sol, lá pelo meio dia fomos à Padoca1+, que fica perto do ateliê, almoçar e beber umas cervejas2+. Ficamos do meio dia e meia até as 16:45. Muitas conversas sobre o dia-a-dia, arte e futuros eventos do Prensa.

Fui pra casa, mais uma vez com a abençoada carona da Dani até o metrô, dormi uma horinha e as 20:00 fui para o show do Ivan Vilela, um violeiro fantástico acompanhado do Mane Silveira no sax soprano (foi meu professor por seis meses), Toninho Carrasqueira na flauta (dispensa comentários), Vinícius Alves na viola e o trio Carapiá de violas.

Ivan Vilela

Luz do Show, só porque eu tinha de fotografar mais alguma coisa...

A apresentação foi maravilhosa, principalmente quando o Ivan tocou “Valsinha” do Vinícius de Moraes e Chico Buarque. Acho que foi a música mais curta, mas para mim a mais intensa. Chorei e lembrei de todas as minhas “exs”. O estrago estava feito.

Agradeço ao Sérgio Gomes da Oboré, que me arranjou o ingresso de graça, e ao casal mais que especial Bozo e Nathaly, do qual sou o padrinho mais sossegado de casamento pois eles nunca vão se estressar um com o outro.

Finalmente (já as 2:00) terminei a noite no Gigeto da rua Avanhandava, comendo um Filet a Oswaldo Aranha acompanhado de uma dose de Carpano e alguns incontáveis (porque bêbado nunca conta) copos de cerveja.

Obs: O texto se iniciou as 18:00 de sábado, teve uma parada porque eu fui ao aniversário da queridíssima (novamente de carona com a Dani), e foi continuado as 3:00 da madrugada de sábado para domingo, depois de fumar um Finamore Regular no cachimbo e ainda sobre o efeito de (aproximadamente) cinco doses a mais do que eu me lembro de cachaça e três latinhas de cerveja.

mveiga.sites.uol.com.br

casadaxiclet.multiply.com

www.obore.com

1+ Padoca: Estabelecimento a uma quadra do Ateliê Prensa em que os respectivos artistas, principalmente eu, o Alé, o Azeite e a Dani comemos sempre que possível.

2+ Nesta ocasião eu me lembrei que havia dormido só quatro oras, que a Dani estava acordada a mais de vinte e quatro horas o Ale continuava sendo o mesmo de sempre.

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Tenho 28 anos e ainda moro com meus pais

Tenho 28 anos e ainda moro com meus pais. Nem sempre foi assim, houve uma época em que eu morava com minha namorada, mas a grana quem mandava era o meu pai. Depois veio a separação e a volta do filho pródigo ao lar. No momento meu quarto é meu reino.
Meu dia começa tarde independentemente da hora que acordo. Passo o dia tentando fazer alguma coisa produtiva, mas acabo sempre, ou indo para o ateliê jogar conversa fora e começar mais um desenho sem terminar, ou andando por aí em alguma exposição, livraria, cinema... Chego sei lá que horas em casa, pode ser nove, dez, onze da noite, ou até duas, três, quatro horas da madrugada. Nunca durmo direto. Fico pensando sobre o que aconteceu no meu dia e no que pode acontecer no dia seguinte. Sou noiado. Se resolvo ceder a santíssima trindade: Tomar uísque, fumar cachimbo e escutar Vinícius e Toquinho, aí é que eu me inspiro e começo a escrever e a refletir sobre as noias da vida.
Dentre essas noias as minhas preferidas são as mulheres, a gastronomia, o jazz e as artes visuais. Isso quer dizer que no momento estou sem ninguém e tentando fazer regime, toco sax (não tanto e nem tão bem quanto gostaria) e sou um pintor frustrado.
Tirando as frustrações posso dizer que estou fazendo mestrado em crítica de arte, tenho um horário bem flexível de trabalho, conheço muita gente interessante, nunca falta dinheiro para uma cervejinha e faço parte do ateliê Prensa com mais cinco outros artistas/amigos, porque de artistas malas o mundo já esta cheio.

O que eu quero dizer com isso...
Que de tanto ficar noiado com as coisas, eu resolvi fazer um blog que falasse da noia de ser artista, somado as mulheres, gastronomia, jazz e tudo o mais que possa influenciar a minha vida e a minha produção artística. Bom, é isso aí.
A vida é assim...


O texto de hoje foi acompanhado de um tabaco chamado Haddo´s Delight no cachimbo e do CD Dez Cordas do Ivan Vilela no som.