
Nova mascote.
Santa Clara a mais nova prensinha do ateliê Prensa.
Primeira boa impressão feita na Santa ClaraGravura (xilo) do Alé Teles
Obrigado Micão e Dani.
Depois de algumas tentativas frustradas de arranjar companhia para jantar e da carona da Dani até o metrô Clínicas, resolvi que o melhor mesmo era ir para casa a pé. Uma hora de caminhada e refletindo sobre a arte e a minha própria produção artística.
Faz duas semanas que por influência da Dani (que é capricorniana, signo que sempre me estimula a realizar meus projetos), comecei a estudar mais a arte. Comecei a ler mais, a fazer exercícios de cópia para voltar “a pegar a mão”, a carregar minha máquina fotográfica para todo lado a fim de treinar o olho e a ir mais a exposições.
A respeito das minhas fotos, a Dani comentou sobre a constante presença da sombra, do desenho, da questão gráfica e do reflexo. Já o Micão falou dos meus desenhos de nanquim sobre papel, da questão da seriação, do espaço e das figuras humanas ligadas pela linha.
No final da tarde fui para o ateliê de carona com o inseparável Azeite. Falamos um monte de besteiras, bêbados de sono. Olha como a vida é. Se não estou bêbado de cerveja ou de ressaca, estou bêbado de sono...
Chegando no ateliê com a esperança de “produzir” algo, eis que encontro a Ciça, (recém chegada da Espanha, gente finíssima e com muitas histórias pra contar), o Dé Komatsu, o Leandro e mais o pessoal do Prensa, o Alé, a Dani, o Micão e a Denise. Sem faltar a presença inestimável do sétimo elemento do Prensa, a cerveja.
Sessão de fotos.

Ateliê Prensa reunido
Na verdade até que fiz um estudo de desenho com nanquim. Mas, diante da situação, o foco era outro.
Fizemos umas fotos, que em seguida se tornará uma xilo. Quer dizer, fizemos “um monte” de fotos com a desculpa de virar “uma” xilo para o site.
Terminada a sessão de fotos, para fechar o dia BEM, fomos a um restaurante japonês, onde encontramos com a Ná, a Dri, o Marcelo, o Maiq e o Denis. Saldo da noite: Três garrafas de saquê, algumas cervejas, rodízio de comida japonesa pra todo mundo, muitas risadas e o Tchê desempenhando o papel do bom garçom.

Alé, Komatsu, Dri, Marcelo, Dani (única olhando para o fotógrafo), Maiq, Azeite, Ciça e Ná.

SALDO FINAL TOTAL do dia inteiro: Muito sono, muitas risadas, muitas fotos, muita comida, muita bebida, um cigarro de palha e apenas um desenho. Pois é, voltar a estudar é terrível.
Ontem pela manhã (dez da madrugada, depois de ter dormido apenas quatro horas) fui ao ateliê do artista Manoel Veiga, pintor, fotógrafo, desenhista, muito gente boa e que prepara um ótimo café. Estávamos eu, a Dani, o Alé, o Azeite e uma amiga do Manoel que eu esqueci o nome. Lá tudo era fantástico, principalmente o acervo de trabalhos espalhados pelas paredes (Gil Vicente, Marcelo Silveira, Paulo Whitaker e um monte gente legal). Nessa hora só pensava em como a arte é maravilhosa e eu ainda sou um amador.
Sem falar nas telas do Manoel, impressionantes! Na verdade todos os trabalhos, que ele, quando não nos mostrava ao vivo e a cores, possuía todos fotografados em arquivos no seu computador. Melhor dizendo... O CARA É IMPRESSIONANTE! Meticuloso, boa-praça e apaixonado pela arte. Falta gente como ele no mundo das artes...
Depois, agora sem o Azeite que iria se encontrar com a sobrinha, fomos à Casa da Xiclet ver o que estava rolando por lá. Apesar de o sono comprometer meu julgamento, recomendo os trabalhos da minha amiga querida Fernanda Figueiredo e Eduardo Mattos, assim como os do apenas chamado Carlos.
Trabalho da Fê e do Eduardo refletido no espelho, mais um pedaço do trampo do Cassiano, pra não ter problema de direito de imagem...Como não haveria de faltar em um dia de sol, lá pelo meio dia fomos à Padoca1+, que fica perto do ateliê, almoçar e beber umas cervejas2+. Ficamos do meio dia e meia até as 16:45. Muitas conversas sobre o dia-a-dia, arte e futuros eventos do Prensa.
Fui pra casa, mais uma vez com a abençoada carona da Dani até o metrô, dormi uma horinha e as 20:00 fui para o show do Ivan Vilela, um violeiro fantástico acompanhado do Mane Silveira no sax soprano (foi meu professor por seis meses), Toninho Carrasqueira na flauta (dispensa comentários), Vinícius Alves na viola e o trio Carapiá de violas.

Ivan Vilela
Luz do Show, só porque eu tinha de fotografar mais alguma coisa...
A apresentação foi maravilhosa, principalmente quando o Ivan tocou “Valsinha” do Vinícius de Moraes e Chico Buarque. Acho que foi a música mais curta, mas para mim a mais intensa. Chorei e lembrei de todas as minhas “exs”. O estrago estava feito.
Agradeço ao Sérgio Gomes da Oboré, que me arranjou o ingresso de graça, e ao casal mais que especial Bozo e Nathaly, do qual sou o padrinho mais sossegado de casamento pois eles nunca vão se estressar um com o outro.
Finalmente (já as 2:00) terminei a noite no Gigeto da rua Avanhandava, comendo um Filet a Oswaldo Aranha acompanhado de uma dose de Carpano e alguns incontáveis (porque bêbado nunca conta) copos de cerveja.
Obs: O texto se iniciou as 18:00 de sábado, teve uma parada porque eu fui ao aniversário da queridíssima Ná (novamente de carona com a Dani), e foi continuado as 3:00 da madrugada de sábado para domingo, depois de fumar um Finamore Regular no cachimbo e ainda sobre o efeito de (aproximadamente) cinco doses a mais do que eu me lembro de cachaça e três latinhas de cerveja.
mveiga.sites.uol.com.br
casadaxiclet.multiply.com
1+ Padoca: Estabelecimento a uma quadra do Ateliê Prensa em que os respectivos artistas, principalmente eu, o Alé, o Azeite e a Dani comemos sempre que possível.
2+ Nesta ocasião eu me lembrei que havia dormido só quatro oras, que a Dani estava acordada a mais de vinte e quatro horas o Ale continuava sendo o mesmo de sempre.